Todos nós temos tireóide! Essa glândula que fica normalmente cerca de uns 8 cm abaixo do queixo (vide desenho abaixo), é cercada de mitos e crendices. Sua função principal é a produção de vários hormônios, principalmente o T4 (tiroxina ou tetraiodotironina) e o T3 (triiodotironina) que atuam dentro dos núcleos das células e, por isso, têm ação em todo o organismo. Conseqüentemente, não existem sintomas específicos de distúrbios no funcionamento da tireóide, todos são sintomas vagos e que outras doenças podem provocar.

Posição anatômica da tireóide
O HIPOTIREOIDISMO é o nome que se dá para a situação provocada por uma baixa na produção ou na ação desses hormônios. Portanto não é uma doença, é a conseqüência de uma doença. Existem dezenas de causas para que isso ocorra. Fazer o diagnóstico da causa tem importância já que pode haver casos transitórios, pode haver cruzamentos de doenças e transmissão hereditária. O diagnóstico geralmente é feito através de exames de sangue. Os sinais/sintomas mais comuns envolvem: sonolência, desânimo, constipação intestinal, ressecamento e queda do cabelo, mudança da cor e textura da pele, aumento de colesterol (vide tópico "dislipidemia e aterosclerose" no menu da página principal), alterações no coração e no ritmo menstrual etc. O hipotireodismo não leva a obesidade, embora possa dificultar o emagrecimento quando não está tratado adequadamente. O tratamento geralmente não envolve procedimentos cirúrgicos, normalmente comprimidos tomados todos os dias podem resolver o problema. Há necessidade de monitorização periódica, através de exames de sangue, para se verificar a dosagem, que, sendo muita pode provocar problemas e sendo pouca também. Estando dentro dos limites corretos, não há efeitos colaterais freqüentes.

Facies típica de um paciente com hipotireoidismo
O HIPERTIREOIDISMO também não é uma doença, assim como o hipotireoidismo, é conseqüência de uma série de distúrbios. Aqui, ainda mais que no hipotireoidismo, o diagnóstico é mandatório já que pode promover grandes mudanças no tratamento. Os sintomas/sinais mais comuns são: agitação, insônia, irritabilidade, diarréia, alteração no coração e nos ossos, aumento da pressão e da glicose, distúrbios do ritmo menstrual etc. O tratamento envolve medicamentos, cirurgia, radiodo ou uma mistura desses tratamentos. O prognóstico é bom se tratado adequadamente. Vale salientar que é um problema grave e potencialmente fatal, muitas vezes induzido intencionalmente, pelo uso de fórmulas emagrecedoras contendo hormônios tireoideanos ou seus derivados (TA3, tiratricol, triac, cynomel etc) que são administrados a pessoas que não possuem nenhum problema na tireóide, o que gera uma perda de peso fácil, intensa e rápida; porém com gravíssimas alterações no metabolismo (quando não gera a morte) levando a piora do quadro de obesidade depois. Por isso não há mágica nessas fórmulas, há truque, ilusão, engôdo feito com a intenção de estorquir dinheiro de pessoas simples ou desesperadas em resolver rápido um problema que tanto lhes incomoda com a promessa de uma solução milagrosa, sem compromisso algum com a verdadeira saúde ou com o futuro dessas pessoas. Por isso tal prática é extremamente condenada e combatida pelas entidades médicas de todo o mundo...(vide tópico "obesidade e transtornos alimentares" no menu da página principal).

Facies típica de um paciente com hipertireoidismo
A tireóide pode funcionar corretamente mas apresentar NÓDULOS. Esse "caroços" podem ser benignos e nunca oferecer risco a saúde do paciente; porém alguns casos podem ser constituídos de tumores malignos. Um estudo detalhado é fundamental tanto para não se indicar uma cirurgia de médio porte (envolvendo anestesia geral) de modo desnecessário ou deixar de indicar e uma lesão maligna crescer, espalhar e comprometer a vida do paciente. Infelizmente o tratamento dos nódulos quase que somente se restringe a cirurgia. Como opções existem, para casos muito selecionados: radiodoterapia, injeção percutânea de etanol, laser e até mesmo uso de hormônio tireoideano (muito controverso e em franco desuso).

Nódulo em tireóide
HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO ocorre quando a glândula funciona mal dentro do útero materno. Veja mais detalhes em http://www2.biosintetica.com.br/mailmarketing/rh/achehipotireoidismo.pdf .
PARATIREÓIDE: São glândulas que se localizam próximas e, geralmente. aderentes à tireóide. Para maiores detalhes, consulte o tópico "Doenças ósteometabólicas" no menu da página principal.