A HIPÓFISE é a chamada glândula mestre do organismo, também conhecida por pituitária. Ela produz os hormônios que controlam a maior parte das outras glândulas do organismo, entre elas a tireóide, as gônadas e as adrenais; além de secretar hormônios próprios como a prolactina e o somatotrófico (antigamente chamado de Hormônio do Crescimento).

Imagem ilustra a relação entre o cérebro (brain em inglês), o hipotálamo e a pituitária (hipófise)
Distúrbios na hipófise que afetam os hormônios controladores (TSH, ACTH, FSH e LH) geram distúrbios nas glândulas por ela controlada, nesses casos os distúrbios são chamados de secundários; como exemplo seria uma menopausa precoce que ocorre quando o ovário para de funcionar por falta de estimulação da hipófise; pelo fato do problema ter origem na hipófise e não no próprio ovário, chamamos o distúrbio de secundário.
Alterações na secreção de prolactina freqüentemente ocasionam perda da libido, secreção de leite (mesmo em homens), infertilidade, interrupção do ciclo menstrual e vários outros distúrbios. É um hormônio muito instável por isso nem toda elevação exige tratamento até porque as causas mais comuns de elevações se devem ao uso de medicamentos ou são secundárias a outros problemas. Pensar em distúrbio de prolactina é importante, mas fundamental é descobrir a origem e dar o tratamento adequado, quando for o caso.
O hormônio somatotrófico, muito conhecido como hormônio do crescimento (GH), não serve somente para crescimento, daí a mudança sugerida na nomenclatura. Deficiências desse hormônio causam grave retardo de crescimento (vide tópico "crescimento e desenvolvimento" no menu da página principal) em crianças e no adulto acúmulo de gordura em abdome, cansaço, alterações do colesterol, redução de massa muscular etc. Seu excesso pode causar diabetes, hipertensão e até mesmo precipitar a formação de alguns tumores. Saber a causa e avaliar o tratamento é fundamental. O grande problema é que os exames que confirmam o distúrbio são de realização difícil, podendo imputar alguns riscos e, ocasionalmente, gerar custos além do normal em sua realização.
É importante frisar que o GH somente é disponível para uso injetável no momento. Alguns sites e academias oferecem GH sob a forma de comprimidos ou cápsulas, certamente não é GH. O que é, somente uma análise pode verificar; porém GH não é, com certeza...e muito provavelmente é um engôdo qualquer.
Outro detalhe importante é que o GH não foi aprovado para uso em tratamento de estética ou de obesidade. Motivos? Não há estudos de segurança em humanos. Não parece funcionar em poucos experimentos realizados. O custo é elevado (algumas clínicas dão doses baixas, o que, obviamente barateiam o tratamento; porém, se mesmo em doses farmacológicas não há ou há pouco efeito, em subdoses então, não terá nenhum efeito, além do psicológico). O uso indiscriminado pode ocasionar efeitos colaterais graves como pseudotumor cerebral, diabetes, hipertensão arterial e pode mesmo reduzir a expectativa de vida no adulto previamente saudável.
O HIPOTÁLAMO é uma região do cérebro que produz também hormônios, alguns exercendo controle na própria hipófise, outros relacionados a equilíbrio de água no organismo e mesmo o controle do peso (nessa área se situam os núcleos do controle do apetite e da saciedade - para maiores detalhes a cerca de obesidade sugerimos a leitura do tópico "obesidade e transtornos alimentares" no menu da página principal). Ainda é uma estrutura pouco estudada devido a sua localização muito profunda no cérebro e a dificuldade de analisar seus hormônios. Pode estar aí a chave futura no controle da obesidade.
Fato importante é que tanto a hipófise quanto o hipotálamo sofrem influência direta do chamado sistema límbico, uma região no cérebro responsável por coordenar as emoções. Com isso, tanto as emoções podem interferir no funcionamento do sistema hipotálamo-hipofisário, quanto o último pode interferir no primeiro. Daí o porque ser comum as mulheres apresentarem irregularidades no ciclo mesntrual quando passam por períodos de estresse emocional.