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As principais doenças osteometabólicas, isto é, aquelas provocadas por algum tipo de desquilíbrio no metabolismo do tecido ósseo, são:

OSTEOPOROSE: Talvez a mais prevalente de todas, pode acometer praticamente qualquer idade e ambos os sexos, porém muito freqüente em mulheres na pós-menopausa. Gera uma série de morbidades com dor (quando há fratura), deformidades, restrição ao leito etc. O grau do problema pode ser imaginado tendo-se em vista que a chance de morte em 5 anos de uma pessoa que sofreu uma fratura de quadril é equivalente a chance de sobrevivência de um portador de câncer de pulmão. O diagnóstico deve ser sempre lembrado diante de alterações ósseas sugestivas ou fraturas não usuais. O método mais usado no auxílio do diagnóstico é a densitometria que deve ser feita anualmente após a menopausa, em especial se não ocorre reposição hormonal. O tratamento constitui do uso de cálcio, vitamina D, antireabsortivos ósseos e, em casos selecionados, estimuladores da formação óssea.

figura mostra osso normal a esquerda e osso com osteoporose à direita

RAQUITISMO E OSTEOMALÁCIA: Doenças provocadas por vários tipos de deficiência da vitamina D, na criança recebe o nome de raquistismo e se caracteriza pelo intenso atraso no crescimento (ver tópico "crescimento e desenvolvimento" no menu da página principal) e deformidades ósseas; no adulto recebe o nome de osteomalácia e gera muita dor óssea. O grande problema dessas doenças é o diagnóstico que, para ser feito, requer alto grau de suspeição clínica quando ainda não se encontra em fase avançada. O tratamento consiste em normalizar ou atenuar a deficiência de vitamina D. Vale lembrar que a vitamina D, quando dada em excesso ou sem necessidade, pode ser muito tóxica e potencialemtne fatal.

Criança com raquitismo já em fase avançada mostrando várias deformidades ósseas

OSTEODISTROFIA RENAL: Alteração do metabolismo do fósforo, da vitamina D e do paratormônio (vide abaixo "Doenças da Paratireóide" para maiores detalhes) provocado pela falência no funcionamento dos rins. Deve sempre ser lembrada e tratada, quando necessário, estando presente em todos os pacientes em doença renal avançada, mesmo antes da necessidade de uso de hemodiálise ou outros métodos de substituição temporária da função renal. Quando não tratada leva a morte por infarto ou AVC (derrame) secundário a depósitos de cálcio e fósforo, osteoporose grave com deformidades ósseas severas. Seu tratamento inicial constitui no uso de quelantes de fósforo e, quando necessário, cálcio e vitamina D com muito cuidado além de, obviamente, tratamento e acompanhamento nutricional.

DOENÇAS DA PARATIREÓIDE: As paratireóides são glândulas que ficam posteriormente à tireóide, geralmente em número de 4. Elas produzem o PTH (paratormônio), substância de grande importância na regulação dos níveis sangüíneos de cálcio e fósforo, além de desempenhar outras funções. Várias doenças, desde hereditárias até tumorais, podem interferir no funcionamento das paratireóides levando ao hiperparatireoidismo com hipercalcemia, hipofosfatemia, gastrite, hipertensão arterial, nefrolitíase (ver "hipoglicemia, gôta e outros distúrbios metabólicos" no menu da página principal) ou ao hipoparatireoidismo com hipocalcemia, tremores, tetania, conulsão, demência, catarata, distúrbios do ritmo do coração e óbito. As doenças da paratireóide requerem do médico alto grau de suspeição para que possa efetivar o diagnóstico correto e o tratamento mais adequado.

Figura ilustra paratireóide em vermelho na região posterior à tireóide

HIPER OU HIPOCALCEMIAS: Se constituem na elevação ou na baixa do cálcio no sangue que, além das causas expostas nesse tópico, podem ser devidas a insuficiência adrenal (vide tópico "adrenais e gônadas" no menu da página principal), AIDS, imobilização prolongada, uso de alguns anti-ácidos, tuberculose, sarcoidose, alguns canceres etc. O que se deve chamar muito a atenção é que nunca devem ser tratados simplesmente retirando ou colocando cálcio na alimentação sem antes se ter absoluta certeza da causa do problema, para que não se incorra no risco de deixar evoluir (por não tratar ou tratar errado) uma doença que esteja provocando a hiper ou a hipocalcemia apenas como uma de suas manifestações.

NEFROLITÍASE: É a formação de cálculos (popularmente chamados de "pedras") nos rins. A maioria dos cálculos tem origem em transtornos do metabolismo do cálcio e/ou do fósforo e podem ser tratados e prevenidos. Veja maiores detalhes no tópico "Hipoglicemia, gôta e outros distúrbios metabólicos" no menu da página principal.

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